terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Uma moça em recuperação

Haviam dedos esfregando o seu rosto constantemente, lhe dizendo que não chorasse mais, Nunca entendeu essa fissuração das pessoas com lágrimas, algumas não suportam ver o outro depositando suas emoções em gotas grossas de puro sentimento reprimido. "Haviam muitas coisas queimando naquele momento, inclusive seus cabelos loiros".
Não havia mais o que se fazer a respeito, ela era uma moça em recuperação. Recuperando-se do susto que a vida é. Algum dia em sua vida teve um coração.
Ela saiu pela porta, tentando se livrar dos dedos insistentes que lhe tiravam as lágrimas do rosto. Sentia falta de sua coragem de enfrentar tudo sozinha, agora precisava desesperadamente de ombros e de abraços. Saiu para lembrar as coisas boas da vida, saiu para lembrar o que um dia a feriu. Não sabe para onde ir, não sabe como ir.
Viu muitas coisas em todos esses anos que tenta esquecer agora. Sabe o que a machuca, apertou muitas mãos que nunca mais verá. Olhou em muitos olhos que nunca mais verá o brilho. Dizem que a vida é assim, não é? Muitas coisas passam sem nem dizer adeus da forma apropriada. Olhou para si mesma na janela do carro abandonado no quintal, e viu alguém totalmente diferente do que um dia fora, e não soube dizer se isto é bom ou ruim, Olhou-se na janela e viu um sorriso amarelado, gotas grossas caindo de seu rosto de porcelana, e cabelos loiros atrás de si, que sorriem também. Queria poder abraçar o reflexo da janela empoeirada que lhe mostrava uma realidade que não existe mais, Queria poder entrar naquele mundo fantástico que existia somente em suas cabeças, viver todos os ideais sonhados, todos os sonhos idealizados, e todas as vontades não cumpridas. Queria tudo de volta, por mais que soubesse que o passado é algo que está morto e enterrado atrás de si. Assim como os cabelos loiros e sorridentes daquele que um dia amou.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Alguns dias são melhores que outros.
Tem dias que o cheiro das flores é mais vivo, e o sorriso é mais espontâneo.
Tem dias que a saudade dói de um jeito ruim, dói de um jeito que parece que vai me sufocar.
Eu não entendo, tudo parecia tão errado, nunca poderia dar certo, mas ao mesmo tempo parece tão errado ter arrancado tudo fora.
Minha cabeça está um balão hoje querido amigo. Não sei o que pensar, nem como agir, não sei o que fazer. Esperava que a distância me fizesse entender e concordar com minhas decisões, mas minha mente está turva. Eu mal me entendo.
Desculpa querido amigo, queria ter coisas felizes pra contar.

Eu quero outra pílula, doutor

- Dê-me mais uma dessas pílulas que me fazem esquecer a dor, doutor?
- Querida, tu acabastes de tomar uma, não pode tomar mais outra por algum tempo agora.
- Então porquê essa dor não passa? Faça-a passar, por favor, não aguento mais.
- Você deve ser forte, lutar contra essa dor, e fazer o possível para esquecer tudo isso.
- Eu não sei se eu quero lutar mais, doutor

Essa dor que você deixou em meu peito, insiste em não passar, essa saudade que tenho, insiste em não passar, e porquê você faz tanta falta? Se contigo não era feliz? Eu devia estar bem agora, não? Então porquê não estou?!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Roads - Roadrunner United

The voice of loss is sighing through the rain
And as I turn around
Nothing is to be found
For hours now upon this endless road
Is it taking me
Where I long to be?

Alone

A soaring hope is reeling in my head
I can't remember this
But it must be what I miss
Suddenly I find I'm standing still
Staring at the ground
Waiting for your sound

Again

i can forgive, but i can't forget.