Não havia mais o que se fazer a respeito, ela era uma moça em recuperação. Recuperando-se do susto que a vida é. Algum dia em sua vida teve um coração.
Ela saiu pela porta, tentando se livrar dos dedos insistentes que lhe tiravam as lágrimas do rosto. Sentia falta de sua coragem de enfrentar tudo sozinha, agora precisava desesperadamente de ombros e de abraços. Saiu para lembrar as coisas boas da vida, saiu para lembrar o que um dia a feriu. Não sabe para onde ir, não sabe como ir.
Viu muitas coisas em todos esses anos que tenta esquecer agora. Sabe o que a machuca, apertou muitas mãos que nunca mais verá. Olhou em muitos olhos que nunca mais verá o brilho. Dizem que a vida é assim, não é? Muitas coisas passam sem nem dizer adeus da forma apropriada. Olhou para si mesma na janela do carro abandonado no quintal, e viu alguém totalmente diferente do que um dia fora, e não soube dizer se isto é bom ou ruim, Olhou-se na janela e viu um sorriso amarelado, gotas grossas caindo de seu rosto de porcelana, e cabelos loiros atrás de si, que sorriem também. Queria poder abraçar o reflexo da janela empoeirada que lhe mostrava uma realidade que não existe mais, Queria poder entrar naquele mundo fantástico que existia somente em suas cabeças, viver todos os ideais sonhados, todos os sonhos idealizados, e todas as vontades não cumpridas. Queria tudo de volta, por mais que soubesse que o passado é algo que está morto e enterrado atrás de si. Assim como os cabelos loiros e sorridentes daquele que um dia amou.
Ela saiu pela porta, tentando se livrar dos dedos insistentes que lhe tiravam as lágrimas do rosto. Sentia falta de sua coragem de enfrentar tudo sozinha, agora precisava desesperadamente de ombros e de abraços. Saiu para lembrar as coisas boas da vida, saiu para lembrar o que um dia a feriu. Não sabe para onde ir, não sabe como ir.
Viu muitas coisas em todos esses anos que tenta esquecer agora. Sabe o que a machuca, apertou muitas mãos que nunca mais verá. Olhou em muitos olhos que nunca mais verá o brilho. Dizem que a vida é assim, não é? Muitas coisas passam sem nem dizer adeus da forma apropriada. Olhou para si mesma na janela do carro abandonado no quintal, e viu alguém totalmente diferente do que um dia fora, e não soube dizer se isto é bom ou ruim, Olhou-se na janela e viu um sorriso amarelado, gotas grossas caindo de seu rosto de porcelana, e cabelos loiros atrás de si, que sorriem também. Queria poder abraçar o reflexo da janela empoeirada que lhe mostrava uma realidade que não existe mais, Queria poder entrar naquele mundo fantástico que existia somente em suas cabeças, viver todos os ideais sonhados, todos os sonhos idealizados, e todas as vontades não cumpridas. Queria tudo de volta, por mais que soubesse que o passado é algo que está morto e enterrado atrás de si. Assim como os cabelos loiros e sorridentes daquele que um dia amou.