Eu tinha tanto pra falar, tanto a escrever, mas parece que meu peito explode em palavras desconexas antes de escreve-las.
Eu não to bem, querido amigo. Não to bem.
Parece que em algum ponto eu previ tudo o que poderia ser, mas não previ a dor. Não previ esse buraco enorme em meu peito, profundo e escuro, de bordas cortantes. Eu estou machucada, de tanto me debater pra sair dele. Estou cortada, ferida, um animal manso bebendo água em sua falta de paz. Como pude não prever isto?
Desculpe querido amigo, pelas lágrimas que me acompanham, por não ser a gabriela forte, decidida e corajosa que tu conhece. Eu fui pega, abatida.
Está escuro aqui, acho que vou me encolher, enquanto o buraco se fecha a minha volta. Quem sabe pare de doer.
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