finalmente eu tive coragem de sentar e escrever sobre ti
não porquê não dói mais
mas porquê eu entendi
das faltas que eu sinto a tua é uma das que mais machuca, e isso prova pra mim que as minhas maiores carências não são de afetividades românticas, e sim de compreensão. de liberdade.
tu bem sabes que eu não me abro com todos, pois eu carrego comigo muito, e muitos não concordariam, e tu bem sabes também como eu odeio conflito e divergências... na maioria das conversas eu apenas mostro o que o outro quer ver e não me comprometo.
mas isso não me completa, nem de longe. entretanto tu não me completava, tu transbordava. me expulsava do meu copo, me deixando num conforto descondortável, onde eu sabia que estava sendo invadida mas gostava da invasão.
pois contigo eu não precisava agir muito, tu agia por nós, e em troca eu só precisava sofrer um pouquinho.
era uma simbiose, uma relação de dependência emocional onde sem você eu me sentia sem ar, mas contigo tu não me deixava respirar.
eu te machuquei também, e eu sinto muito.
eu sou como o gato que tu cuida e quando ele se sente acuado ele morde e se esconde, e tu nem sabe em que parte tu tocou que o fez agir assim.
eu acredito que tu mesma não saiba o que tu fez para que eu agisse daquela maneira, e a verdade é que foi um acumulado de um ano de tormenta, que explodiram em um momento extremamente inapropriado.
eu sinto muitíssimo.
e é estranho porquê apesar de eu sentir tua falta, eu não desejo mais nossa amizade.
mas eu queria conseguir olhar pra ti sem me sentir ferida... acho que quanto maior o amor mais dolorida a queda.
eu queria ficar feliz com teus passos, mesmo observando eles de longe
queria poder sorrir com as tuas conquistas
mas eu ainda estou ferida
então eu sinto muito, por não estar neutra
por não desejar o teu melhor
mas eu espero que desejar sentir isso conte, e que um dia isso passe