a dualidade entre sentir a solidão e saber que não está sozinha
é óbvio que existem pessoas, sempre existiram
sempre há pessoas em todos os lugares
há aquelas pessoas que juram pra ti que tu não está sozinha
mas eventualmente o abraço delas não está ali para acalmar o peito que salta para fora da pele
existem aquelas que continuam ali, mas não querem só fornecer um abraço... querem perna, braço, tudo que tu pode - e não pode - oferecer
existe aquelas que continuam ali, mas não compreendem o teu sentimento, não fornecem apenas um abraço, fornecem um discurso junto - ou de como teu sentimento ta errado, ou de como sair dele, ou de como tu é foda e esse sentimento é tão pequeno perto do que tu é
mas a verdade é que eu sou sentimento, dizer que algum deles é pequeno demais é diminuir a mim
e a verdade é que sou sentimento, dizer que ele está errado é duvidar de mim
se duvida de mim, por que quer me abraçar?
volte ao início
e como cobrar das pessoas exatamente o que eu quero? sendo que eu sou uma pessoa, com vivências e experiências... as pessoas são outras, com outros sentimentos, vivências e experiências
não posso cobrar
mas sinto
volte ao início
eu sempre senti essa solidão
sempre houveram pessoas que juraram que nunca me deixariam e me deixaram
sempre houveram pessoas que prometeram me abraçar, mas julgaram meu sentimento, então o abraço só vem após escutar qualquer coisa que eu não quero ouvir
não me abrace então
volte ao início
no meu mantra diz: "não me envolvo", e nessa vida, eu vivo buscando um lugar onde eu possa me apegar em segurança, um porto seguro para ser abraçada e deixar ali a minha solidão - para todo o sempre
sem saber que esse lugar sou eu
mas isso é solitário
volte ao início
pessoas vieram, pessoas foram
deixei minha solidão em alguns abraços
outros abraços trouxeram ela de volta
e a dualidade que existe em saber que não estou sozinha, mas me sentir só, mas não poder cobrar que outra pessoa me forneça o abraço que eu quero, saber que esse abraço é meu, mas me sentir só por ter que me sustentar em todos os momentos da minha existência
abraços que moram longe demais
abraços que se foram
abraços que não querem a mim
volte ao início
e no fundo eu me sinto uma criança mimada, que só quer ter pra onde correr, sendo que honestamente, eu nunca tive
cresce Gabriela, deixa de ser a criança mimada que se sentia só
mas eu sinto, não quero reprimir
pois procure alguém
eu cansei
volte ao início
é óbvio que existem pessoas, sempre existiram
sempre há pessoas em todos os lugares
há aquelas pessoas que juram pra ti que tu não está sozinha
mas eventualmente o abraço delas não está ali para acalmar o peito que salta para fora da pele
existem aquelas que continuam ali, mas não querem só fornecer um abraço... querem perna, braço, tudo que tu pode - e não pode - oferecer
existe aquelas que continuam ali, mas não compreendem o teu sentimento, não fornecem apenas um abraço, fornecem um discurso junto - ou de como teu sentimento ta errado, ou de como sair dele, ou de como tu é foda e esse sentimento é tão pequeno perto do que tu é
mas a verdade é que eu sou sentimento, dizer que algum deles é pequeno demais é diminuir a mim
e a verdade é que sou sentimento, dizer que ele está errado é duvidar de mim
se duvida de mim, por que quer me abraçar?
volte ao início
e como cobrar das pessoas exatamente o que eu quero? sendo que eu sou uma pessoa, com vivências e experiências... as pessoas são outras, com outros sentimentos, vivências e experiências
não posso cobrar
mas sinto
volte ao início
eu sempre senti essa solidão
sempre houveram pessoas que juraram que nunca me deixariam e me deixaram
sempre houveram pessoas que prometeram me abraçar, mas julgaram meu sentimento, então o abraço só vem após escutar qualquer coisa que eu não quero ouvir
não me abrace então
volte ao início
no meu mantra diz: "não me envolvo", e nessa vida, eu vivo buscando um lugar onde eu possa me apegar em segurança, um porto seguro para ser abraçada e deixar ali a minha solidão - para todo o sempre
sem saber que esse lugar sou eu
mas isso é solitário
volte ao início
pessoas vieram, pessoas foram
deixei minha solidão em alguns abraços
outros abraços trouxeram ela de volta
e a dualidade que existe em saber que não estou sozinha, mas me sentir só, mas não poder cobrar que outra pessoa me forneça o abraço que eu quero, saber que esse abraço é meu, mas me sentir só por ter que me sustentar em todos os momentos da minha existência
abraços que moram longe demais
abraços que se foram
abraços que não querem a mim
volte ao início
e no fundo eu me sinto uma criança mimada, que só quer ter pra onde correr, sendo que honestamente, eu nunca tive
cresce Gabriela, deixa de ser a criança mimada que se sentia só
mas eu sinto, não quero reprimir
pois procure alguém
eu cansei
volte ao início
não se faça de vítima, pra quê todo esse discurso infantil? - mas eu sinto
aceite o discurso que vem antes do abraço - mas ele me agride, vou me sentir agredida e só?
mas como tu quer ser independente e não se sentir só? - mas eu sinto, devo reprimir?
e no fim, eu sigo só
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