terça-feira, 26 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mais

*para suprir a falta de postagens. não que eu me importe, mas eu disse que voltaria a escrever*

Havia um papel e uma caneta em cima da mesa. Ao seu lado um café esfumaçante, que tinha um cheiro delicioso. Suas palavras não faziam sentido, muito menos suas vontades. Ela sabia apenas que queria mais. Ela queria mais tremedeira, mais palavras, mais vontade, mais palavras, e por ultimo, que suas palavras fizessem sentido.
Ela queria voltar no tempo, ou adianta-lo. Ela queria mudar de vida, mudar tudo. Ela cortou o cabelo, e vestiu sua melhor calcinha. Apenas para deitar em sua cama e esperar que suas palavras fizessem sentido.
Ela queria mais! Mas a única coisa que ela fez para ter mais, foi deitar em sua cama, acolhida por suas vontades, seus problemas (que costumavam fumar antigamente) e esperar que suas palavras (e principalmente que seus sentimentos) fizessem sentido em sua cabeça. Fizessem sentido em seu coração.

Ela disse muitas coisas aquele dia, ela fez muitas coisas. Mas ela queria mais.

Brinquedo

Ela disse 'ok',  com uma voz embargada, sufocada.
Ela disse muitas coisas, mas o 'ok' foi o que doeu.

Haviam muitas coisas queimando naquele momento, o carro, o dinheiro, um coração, e um sorriso. O dia foi exaustivo, e a dor estava lancinante após 24 horar inteiras ao seu lado. É impossível passar um dia "inteiro" ao seu lado. "Com ela não consigo mais viver dentro da lei". Constatação incrível, depois de tanto tempo fugindo.

Ela é incrível, incrivelmente incrível. Seus olhos castanho-esverdeados e o sorriso enorme, a mostrar dentes incrivelmente brancos. Orelhas pequenas e uma bochecha tão branca quanto a lua. Seus cabelos lisos e vermelhos caem sobre o peito robusto, peito robusto e lindo. Com esse sorriso e olhos pidões, é incrivelmente incrível que ninguém queira roubar uma loja de armas com esta garota.
Ela é a garota dos meus sonhos, e é a garota com a qual eu queria roubar este banco, é a garota com a qual eu iria para o inferno.
Mas eu sei o que esta acontecendo, eu sei o porque estamos aqui, e porque sou eu o escolhido. Reconheço muito bem ser um brinquedo em suas mãos, sei que ela irá ficar com  a grana toda, e sei que depois que tudo isso acabar a única coisa que a fará saber que eu existo é esse pequeno coração em forma de pingente que ela carrega no meio dos seios. Ela não me ama.
Ela disse 'ok' com a voz embargada, sufocada, quando eu disse a ela que a amo.
Ela disse muitas coisas antes disso, como sermos amigos, parceiros de crime, parceiros de fuga. Mas o 'ok' dela foi o que mais doeu neste coração cheio de culpa.
Seu 'ok' foi o que bastou para perceber que, não sou nada. Apenas um brinquedo.

A lua pôs-se no céu, e 250 milhões de dólares entraram em nosso carro, em forma de cheques, barras de ouro e grana pura. Ela pegou o que via pela frente, inclusive o guarda. Mas o que acharão dela, será apenas o coração em forma de pingente, que ela usa no meio dos seios.

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Texto feito em 09/12/2011 por mim mesma.
Ele está aqui de novo pois eu tenho uma fascinação por ele.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Aceita uma rosa?

Em sua mão dormia uma rosa. Ao lado da rosa existiam polegares petulantes, que não conseguiam parar de fazer círculos e círculos em volta de suas doces pétalas vermelhas e frias.
Em seu coração havia uma dor, que só crescia e crescia. Em sua frente, havia fogo que só crepitava e crepitava.

O sorriso em sua face, histérico e paralítico, revelava a sua mente deturpada que somente conseguia pensar no senhorio que lhe deu a rosa. Agora em cinzas, para lhe lembrar a dor que só crescia e crescia. Entretanto, seus polegares petulantes só conseguiam fazer círculos e círculos, para amenizar as lágrimas que caíam sobre a rosa.

domingo, 10 de agosto de 2014

Apresentações

Antes de tudo, antes de criar um novo amigo para dividir o que há em meu peito eu devo dizer:
Não espero que ninguém veja.
Costumava chamar meu antigo amigo de fantasma, pois sabia que ele só existia em minha cabeça, e só existia para expurgar em letras o que não cabem no coração.
Eu escrevia, e as palavras sempre foram minhas companheiras, até que o dia a dia me afastou delas.
O que me fez criar um novo amigo foi a saudade e a necessidade de escrever, por isto não espero que ninguém veja. A normalidade que invadiu a minha vida necessita ser tratada até se tornar loucura. O marasmo que se tornou o meu amor, necessita ser apaixonado. E aqui estou, louca para mostrar as cores da minha mente.
Eu tenho 18 anos até o momento, uma pitangueira que mora na casa da vizinha que morreu, uma mente que já se dividiu em duas para enfrentar um novo relacionamento, eu amo cheiro de leite fervido e café gelado.

Prazer, Gabriela.