Antes de tudo, antes de criar um novo amigo para dividir o que há em meu peito eu devo dizer:
Não espero que ninguém veja.
Costumava chamar meu antigo amigo de fantasma, pois sabia que ele só existia em minha cabeça, e só existia para expurgar em letras o que não cabem no coração.
Eu escrevia, e as palavras sempre foram minhas companheiras, até que o dia a dia me afastou delas.
O que me fez criar um novo amigo foi a saudade e a necessidade de escrever, por isto não espero que ninguém veja. A normalidade que invadiu a minha vida necessita ser tratada até se tornar loucura. O marasmo que se tornou o meu amor, necessita ser apaixonado. E aqui estou, louca para mostrar as cores da minha mente.
Eu tenho 18 anos até o momento, uma pitangueira que mora na casa da vizinha que morreu, uma mente que já se dividiu em duas para enfrentar um novo relacionamento, eu amo cheiro de leite fervido e café gelado.
Prazer, Gabriela.
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