segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

A depressão é silenciosa, e nem sempre tem motivo. Fazem 5 anos que eu não volto aqui, e eu me arrependo disso.

A mente adolescente que um dia foi capaz de traduzir em frases o que o coração explodia hoje tem 24 anos, e não sabe dizer o que ainda é adolescente e o que é adulto dentro de si. A existência humana é repleta de problemas, e eu sempre soube disso. A agonia de ser humano é intensa, é como o oceano, vêm e quebra em ondas fortes e decididas, para então se retrair e trazer o que há na margem para dentro de si.

Minha mente sempre foi intensa, meus sentimentos sempre foram torrenciais e meu coração sempre sofreu com a minha falta de habilidade em lidar com tudo isso, com toda essa intensidade que sou eu. Minha mente lida com isso escrevendo, e eu sempre fui boa nisso, olhando para trás eu vejo isso. A normalidade do dia a dia ameniza a mente difusa, bloqueia a criatividade e entorpece o corpo. A maior inimiga do escritor. É tempo de deixar os sentimentos fluirem novamente, pois reprimidos aqui dentro eles dão espaço para a depressão silenciosa. Minha depressão é fazer meus sentimentos caberem em qualquer espaço, para ser "feliz". E ser feliz é reprimir tudo aquilo que ta aqui? É deixar a vida passar sem propósito, apenas cumprindo tabela e vivendo de forma monótona?

Sempre chamei meu diário de fantasma, pois sabia que só eu via ele, e que de alguma forma todas essas palavras me atormentavam, como um fantasma apegado a uma casa mal assombrada. Deixamos os termos de lado por enquanto, mesmo sabendo que a casa mal assombrada sou eu.

"I promisse to myself, for me and no one else. I am more than this. I am the fire."

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